A conspiração dos Pazzi foi um evento que mudou a história de de Florença e da Itália para sempre. O artigo de hoje conta o ataque feito a Lorenzo e Giuliano de ‘Medici ocorrido dentro da Catedral de Florença.

Florença. abril de 1478. Um grupo de conspiradores está se preparando para assassinar os dois irmãos Médicis: Lorenzo e Giuliano. O complô é organizado pela família Pazzi e entre os mandantes temos o Papa Sisto IV (aquele que deu o nome a Capela Sistina), o rei de Nápoles, Ferdinando I de Aragão, conhecido também como Ferrante I, o senhor de Imola, Girolamo Riario, sobrinho do Papa, o Duque de Urbino, Federico da Montefeltro. A família Pazzi era muito numerosa: Jacopo de’Pazzi era o chefe e tinha dois irmãos, Francesco e Guglielmo.

Sábado, 25 de abril de 1478

A ideia inicial era assassinar os dois irmãos durante um banquete organizado pelos Médicis em Fiesole, no sábado, 25 de abril, em honra ao cardeal Raffaello Riario. Era fundamental que Lorenzo e Guiliano morressem juntos, mas um imprevisto obrigou os conspiradores a trocarem de planos.

Giuliano não se sentia bem e não participou do banquete em Fiesole. Os conspiradores pensaram então que seria uma boa oportunidade transferir os planos para o dia seguinte, durante o almoço de domingo de Páscoa no Palazzo Medici.

O problema era que Guiliano ainda não estava bem e muito provavelmente não iria participar também deste banquete. Assim, a única saída era mudar os planos novamente e assassinar os irmãos na catedral, durante a missa de Páscoa, que com certeza Guiliano participaria. Os conspiradores não tinham muito tempo para pensar em algo melhor, pois as tropas dos soldados aliados, liderados por Niccolò da Tolentino e Giustini, estavam nas portas de Florença, prontas para invadir a cidade.

Domingo, 26 de abril de 1478

É manhã de domingo de Páscoa, 26 de abril de 1478. Próximo ao meio dia, Lorenzo deixou o Palazzo Medici acompanhado pelo seu hóspede, o cardeal Raffaello Riario, para ir até a catedral assistir a missa. Lorenzo era seguido a breve distância do irmão Giuliano, que era acompanhado por Francesco de’Pazzi e Bernardo Bandini. Enquanto caminhavam, Francesco de’Pazzi passou o braço ao redor da cintura de Giuliano, era um falso gesto de afeição – o que ele queria realmente era saber se a sua vítima possuía alguma armadura por baixo da roupa. Giuliano estava completamente desarmado, não levava consigo nem mesmo um punhal.

Modelo reconstrutivo do coro da catedral de Santa Maria del Fiore (construído em 1437-39 por Filippo Brunelleschi e demolido em 1520) na época da conspiração
Modelo reconstrutivo do coro da catedral de Santa Maria del Fiore (construído em 1437-39 por Filippo Brunelleschi e demolido em 1520) na época da conspiração -Museu da Opera del Duomo – Florença

O cenário do crime estava pronto: o cardeal se sentou em frente ao coro como era de praxe, Giuliano em uma das laterais e Lorenzo naquela oposta. Imaginem que o coro do Duomo de Florença naquela época era um pouco diferente daquele que vemos hoje. Era um octógono fechado por balaústras com apenas três saídas, como podemos observar no modelo exposto do museu da Opera del Duomo – vejam a foto acima. Os dois irmãos se separam dentro da catedral por precaução, pois há tempos suspeitavam que alguém desejava elimina-los. Outras fontes, dizem porém, que a separação dos irmãos fazia parte dos planos dos conspiradores.

No momento combinado, um dos conspiradores entra em ação: o arcebispo de Pisa sai da igreja dizendo que gostaria de retornar à casa para visitar a sua mãe – mas não é verdade: ele estava indo até o Palazzo della Signoria (atual Palazzo Vecchio), sede das instituições civis para ocupá-lo, juntamente com os seus homens. O arcebispo de Pisa é Francesco Salviati, uma das mentes da conspiração que odeia Lorenzo, principalmente porque ele bloqueou a sua nomeação de arcebispo de Florença. Lorenzo sempre obstaculizou a carreira eclesiástica de Francesco Salviati.

A morte de Giuliano de’Medici

Retrato de Guiliano de'Medici - Sandro Botticelli
Retrato de Guiliano de’Medici – Sandro Botticelli

Enquanto isso no Duomo, a conspiração prossegue: Angelo Poliziano, que será o grande cronista desta história, é sentado ao lado de Giuliano de’Medici. Francesco de’Pazzi, o mais venenoso dos conspiradores, provavelmente foi o primeiro a conceber o duplo homicídio, se aproxima de Giuliano pelas costas. Depois chega Bernardo Bandini, um banqueiro falido, que não tinha um tostão.

Conspiração dos Pazzi, Stefano Ussi
Conspiração dos Pazzi, Stefano Ussi, Coleção Privativa

Da outra parte do coro, temos Lorenzo. No início, um general chamado Giovanni Battista di Montesecco, foi encarregado de assassinar O Magnífico, porém no último momento ele se negou a assassinar alguém pelas costas e ainda dentro da igreja. Dessa forma, se posicionaram atrás de Lorenzo Antonio Maffei da Volterra e Stefano Bagnone. Eram dois padres que não eram habituados a matarem, não eram homens de armas e não tinham a experiência do general Montesecco.

Dentro da catedral a missa continuava com os cantos e assim a tensão crescia entre os conspiradores, que estavam à espera do sinal para agirem. Segundo algumas fontes, o sinal combinado era o momento no qual o sacerdote levantava a hostia durante a consagração da Eucaristia. Segundo outras fontes, o sinal era no final da celebração.

Bernardo Bandini, Francesco de’Pazzi e os outros conspiradores circundaram Giuliano. Segundo Poliziano, Bandini foi o primeiro a fincar uma espada no peito do jovem que caiu no chão. Depois, os outros conspiradores, violentamente atacaram Giuliano. Durante o ataque, Francesco de’Pazzi consegue se ferir sozinho.

Lorenzo se defende

No mesmo momento, da outra parte do coro, Lorenzo foi atacado. Um dos padres, Antonio Maffei atacou pelas costas tentando atingir a sua garganta. O Magnifico Lorenzo se defendeu, enrolando o manto no braço e usando-o como escudo. Os padres perderam a vantagem da surpresa, mas mesmo assim continuram lentamente a atacarem Lorenzo, ferindo a sua garganta. Lorenzo compreendeu que eles não são homens especializados no uso das armas e mesmo ferido consegue pegar o punhal que estava na sua cintura e continua a se defender. Talvez se Montesecco não tivesse desistido, a história seria diferente e Lorenzo estaria morto.

Dentro da igreja se difunde o pânico: as pessoas correm, gritam, sem entenderem o que estava acontecendo. Segundo Poliziano, tinham pessoas que pensaram que a igreja estava desabando. Na confusão, o único que não perdeu a frieza foi Bandini, que viu que os dois padres faliram e correu velozmente na direção de Lorenzo. Felizmente, Francesco Nori, consegue bloqueá-lo com o próprio corpo e sacrificando-se para defender o amigo Lorenzo, também foi assassinado com um golpe da espada de Bandini. Francesco Nori, foi sepultado com grandes honras na Basílica Santa Croce, onde ainda é possível visitar o seu túmulo.

Na Sacristia “delle Messe”

Assim, Lorenzo e os seus amigos conseguiram passar por de trás do altar principal e se refugiaram dentro da Sacristia “delle Messe”. Bandini não desistiu, e seguiu Lorenzo, mas dessa vez são os cantores do coro que conseguiram bloqueá-lo. Poliziano, que viveu em primeira pessoa esse momento dramático nos conta o seu alívio, o de Lorenzo e dos outros amigos, quando conseguiram se protegerem, na sacristia.

Barricados, protegidos pela porta de bronze da sacristia, Lorenzo, ferido, pensa no seu irmão Giuliano. Poliziano nos conta que viu Antonio Rodolfo, lamber a ferida de Lorenzo, pois pensava que a lâmina do punhal poderia ser venenosa. Lorenzo não sabe ainda, se seu irmão é vivo ou morto. Lorenzo não pensava a sua saúde, mas perguntava insistentemente sobre Giuliano e as vezes, indignado, fazia ameaças, dando vazão a sua raiva. É uma situação difícil, pois dentro da sacristia não se sabia o que estava acontecendo dentro da igreja. Ninguém sabia se a conspiração dos Pazzi tinha falido ou não.

Como deveria prosseguir os planos caso a conspiração funcionasse?

Após a eliminação de Lorenzo e Giuliano, os Pazzi e seus aliados deveriam pegar o controle das instituições cívicas da cidade e contemporaneamente os seus exércitos deveriam invadir Florença para garantir o golpe de Estado. Muitas pessoas seriam beneficiadas com o fim dos Medicis: com muita probalidade Girolamo Riario, sobrinho do Papa Sisto IV, seria o novo senhor da cidade; enquanto Federico di Montefeltro teria a possibilidade de extender o seu império na direção oeste, conquistando as cidades de Castello, San Sepolcro e Arezzo – garantindo assim, o controle da Valtiberina e o acesso a Valdichiana; Ferdinando I de Aragão, rei de Nápoles, teria diminuído o poder de Veneza, que representava a sua principal preocupação, sem a necessidade de um confronto direto com a Sereníssima.

Com a eliminação dos irmãos Médicis, Florença seria novamente um república e o mecanismo eleitoral que durante tantos anos havia garantido o poder nas mãos da família seriam alterados e assim, a cidade teria finalmente entrado na esfera das influências Pontifícias. O fim do poder dos Médicis no cenário político internacional, reforçaria não somente o poder de Nápoles, mas também o da França.

O problema era que Lorenzo ainda era vivo e a sacristia do Duomo é o símbolo da fragilidade do projeto e da falência da Conspiração dos Pazzi. Fora da sacristia, os conspiradores começaram a intuir que o objetivo principal de exterminar contemporaneamente os irmãos Médicis do cenário florentino, rolou escadas abaixo. Assim, Bandini, o assassino de Giuliano, “picou a mula” como dizia meu avô, e fugiu da cidade sem deixar pistas. Os dois padres que tentaram assassinar Lorenzo também escaparam.

Guglielmo de’ Pazzi, cunhado de Lorenzo, marido da sua irmã Bianca, girava dentro da igreja, gritando que ele não sabia de nada e que não era um traidor. Os outros membros da família Pazzi, Jacopo e Francesco, sairam do Duomo aos gritos de “Popolo e libertà”, tentando influenciar e ganhar o apoio do povo. Francesco, como já dissemos, tinha conseguido se ferir sozinho e retornou à casa. Assim, Jacopo seguiu em direção a Piazza della Signoria.

No Palazzo della Signoria

Tour Palazzo Vecchio com guia Brasileira
Palazzo della Signoria, hoje Palazzo Vecchio – Florença

Os sinos da cidade continuaram a tocar e Francesco Salviati pensou, de forma errada, que era um sinal favorável e tentou, assim, ocupar o Palazzo della Signoria. Maquiavel nos conta que o cardeal Salviati, ao chegar no Palazzo deixou seus soldados na Sala da Cancellaria, com a ordem de entrar somente quando o sinal fosse dado. O objetivo de Salviati era pegar o controle do palácio e anunciar o golpe de Estado.

Estamos falando de questão de minutos: o jogo foi feito nos poucos metros que separam a catedral do Palazzo Vecchio. Vozes começaram a circularem de boca a boca. O povo dizia que os Pazzi tinham organizado uma conspiração onde Giuliano foi morto, mas Lorenzo era ainda era vivo. Nesses minutos dominados pelas incertezas, fizeram com que Salviati decidisse de seguir conforme os planos: depois de haver deixado seus soldados na Sala da Cancelleria, chamou então Cesare Petrucci, o Gonfaloniere di Giustizia, fiel aos Médicis.

O arcebispo de Pisa, afastou todas as testemunhas e disse a Cesare Petrucci que tinha que lhe contar diversas coisas em nome do Pontífice, mas a intenção era outra. Petrucci, porém, conseguiu ler nas entrelinhas e compreendeu que tinha alguma coisa de suspeito no rosto e no tom de voz de Salviati e assim, chamou os guardas.

No entanto, os homens de Salviati, só faziam besteiras e conseguiram ficar trancados na sala da Cancellaria. Maquiavel nos conta que a Sala da Cancellaria, uma vez fechada por dentro, só era aberta de fora e com o uso de uma chave. Em prática, os soldados de Salviati foram feitos prisioneiros sozinhos.

Resumo da situação: Francesco Salviati, arcebispo de Pisa e mente da conspiração está tentando fugir e o seu braço direito, Jacopo de’Pazzi está na Piazza della Signoria gritando e ninguém lhe dá atenção e o pior de tudo, os homens armados, aliados dos conspiradores, estão presos em uma sala. Dentro do Palazzo della Signoria, os membros do governo da cidade começam a reagir.

O falimento da conspiração

Os cúmplices de Jacopo começam a dizer que é melhor ir embora, mas é muito tarde. O povo florentino compreende o que aconteceu e começa a atacar Jacopo de’Pazzi e seus seguidores. Os florentinos, revoltados, matam os cúmplices da conspiração pelas estradas de Florença. O grito de batalha que se escuta naquele momento pelas ruas de Florença, em apoio aos Medicis é “Palle, Palle!”, uma referência as esferas do brasão dos Médicis. É a trilha sonora da revolta do povo florentino.

A conspiração dos Pazzi é falida: muitos imprevistos, muitos cálculos errados, mas principalmente, nenhum apoio do povo. Para os florentinos, os Medici eram benfeitores da cidade, não eram tiranos. Lorenzo e Guiliano eram muito queridos entre o povo florentino. Além de tudo isso, era muito difícil que o povo florentino apoiasse um golpe de Estado, com a ajuda de exércitos estrangeiros.

Lorenzo sai da Sacristia

Lorenzo, o Magnifico
Lorenzo o Magnifico dos Medici – Giorgio Vasari – Galleria degli Uffizi, Florença

A cidade passa por uma revolta, mas Lorenzo ainda não sabe nada sobre o triste destino do seu irmão Giuliano – ele ainda está trancado dentro da sacristia do Duomo. Até que alguém do lado de fora pede para que eles saem da sacristia. Graças a Poliziano conhecemos a frase: “Esca, esca fuori Lorenzo, innanzi che la fazione nemica non prenda vigore” (Saia, saia Lorenzo, antes que a facção inimiga ganhe força – tradução livre).

Mas Lorenzo não confia, pede notícias do seu irmão: “onde está Giuliano?” Ninguém lhe responde. Assim, um amigo de infância que também está preso na sacristia, chamado Sigismondo della Stufa sobe até uma pequena janela, que se abre atrás do órgão do Duomo. Dali é possível ver quem está dentro da catedral e que as pessoas que estão atrás da porta da sacristia são amigas. Daquela pequena janela, também é possível ver o corpo de Giuliano no chão da Catedral. Foi nesse momento que Lorenzo se deu conta que Giuliano estava morto.

Assim, Lorenzo ordenou que a porta da sacristia fosse aberta. Os amigos de Lorenzo o circundaram, enquanto ele foi levado para fora do Duomo. Os seus amigos queriam não somente proteger Lorenzo fisicamente, mas especialmente, impedir que ele visse o cadáver de Giuliano no chão da igreja. Poliziano, mas uma vez nos conta, que o corpo de Giuliano estava irreconhecível, coberto de sangue, com 19 feridas.

A indignação do povo florentino

Enquanto isso, o povo revoltado, começou a organizar, pegando as armas sem precisar de ordens e foram até o palácio da família Pazzi, onde estava refugiado Francesco. Os florentinos o encontraram nu, deitado na cama, ferido gravemente. Francesco foi arrastado até a Piazza della Signoria, onde foi enforcado. O arcebispo Salviati teve o mesmo destino: foi enforcado na mesma janela do Palazzo Vecchio.

Os florentinos desejavam exterminar a família dos Pazzi e o procurado número um era Jacopo. Após ser agredido com pedras na Piazza della Signoria, Jacopo conseguiu escapar para fora da cidade. O problema é que ele foi reconhecido por um camponês, que Jacopo tentou corromper inutilmente. Assim, ele foi levado para Florença e tambémf oi morto. Entre forcas, linchamentos e execuções somárias, o único da família Pazzi que se salvou foi Guglielmo, cunhado de Lorenzo: ele foi exiliado da cidade, juntamente com a esposa Bianca de’Medici.

Os dois padres que agrediram Lorenzo se refugiaram na Badia Fiorentina e foram encontrados dias depois: foram torturados e enforcados. Dos conspiradores, o único que teve uma morte digna foi Giovanni Battista di Montesecco, o general que desistiu na última hora, de participar do duplo homicídio. Montesecco confessou a sua participação no plano macabro e revelou o envolvimento de outras pessoas, como por exemplo o Papa Sisto IV, por esse motivo, mereceu o previlégio da decapitação.

Os Pazzi foram varridos de Florença, e com eles, a sua história: todos os sinais, imagens da família foram cancelados da cidade. Dessa forma, foram eliminados os principais adversários dos Medicis e Lorenzo pode governar sem obstáculos. Sisto IV tentou reagir escomungando Lorenzo, mas os florentinos entraram em guerra contra o Papa. Florença pode contar com o apoio de Veneza e de Milão, a chamada Lega Tripartita, mas a situação era muito crítica. Assim, Lorenzo foi até o sul da península italiana e conseguiu o apoio do rei de Nápoles. Dessa forma, Sisto IV ficou isolado e foi obrigado a assinar a paz com Florença em março de 1480.

Mas a história não terminou ainda…

Por onde anda o conspirador Bernardo Bandini, assassino de Giuliano?

Após um ano e meio quase todos os conspiradores foram punidos, mas faltava ainda Bernardo Bandini Baroncelli. Lembram que ele conseguiu fugir da catedral após tentar atacar Lorenzo? A única notícia certa que sabemos da sua fuga é que ele se escondeu no meio do exército que deveria invadir Florença após o Golpe de Estado e chegou até Siena.

As pistas de Bandini foram perdidas, mas Lorenzo não conseguiu esquecê-lo. Poliziano nos conta que foram colocados prêmios a disposição para quem tivesse conseguido assassiná-lo ou capturá-lo vivo. Bandini foi procurado por meses, até que se fez vivo em Constantinopla. Em Florença chegou a notícia que o sultão Maomé II conseguiu prender Bandini. Inicia-se assim um jogo diplomático entre a cidade de Florença e o Sultão, que foi finalizado com a entrega do assassino de Giuliano a um enviado florentino.

Leonardo da Vinci, Bernardo Bandini Baroncelli, enforcado (1479; tinta sobre papel, 192 x 78 mm; Bayonne, Museu Bonnat)
Leonardo da Vinci, Bernardo Bandini Baroncelli, enforcado (1479 Museu Bonnat)

Assim, na manhã do dia 29 de dezembro de 1479, vestido “alla turca”, Bandini foi enforcado em uma das janelas do Palazzo do Bargello em Florença. Entre os curiosos que assistiam a cena, tinha uma pessoa que hoje diríamos que era um repórter especial. Esse personagem era Leonardo da Vinci, que imortalizou em um desenho, os últimos minutos da vida de Bernardo Bandini Baroncelli.

Giuliano foi sepultado na Basílica de San Lorenzo em Florença. Hoje, ele é enterrado junto com seu irmão Lorenzo, na Sacristia Nuova, realizada por Michelagelo nas Capelas dos Medicis.

Fontes:
  • Os Medici, História de uma dinastia europeia – Franco Cesati;
  • I Medici – G.F.Young;
  • Istorie Fiorentine, Niccolò Macchiavelli;
  • Coniurationis commentarium / Commentario della congiura dei Pazzi – Angelo Poliziano.

Cristiane de Oliveira

Brasileira do Rio de Janeiro, vive em Florença ha 12 anos. Apaixonada por arte, historia e bons vinhos. Guia de turismo e sommelier na Toscana.

2 comentários

LUCIA GALDINO · maio 24, 2020 às 6:17 pm

Muito bom, estou vendo uma série sobre eles e vim pesquisar👏👏👏👏

    Cristiane de Oliveira · maio 25, 2020 às 10:02 pm

    Ciao Lucia! Obrigada pela visita. Eu também assisti essa série. Lembre-se que não é um documentário e muita coisa ali não condiz com os fatos históricos. Um abraço.

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