Filho de Piero de ‘Medici e Lucrezia Tornabuoni, uma mulher culta e inteligente, Lorenzo o Magnífico nasceu em 1 ° de janeiro de 1449 em Florença, no Palazzo Medici Riccardi. Foi batizado poucos dias depois, por ocasião da Epifania. Junto com seu irmão Giuliano recebeu uma profunda formação humanística e uma cuidadosa preparação política. A formação dos jovens Medici foi inicialmente seguida pelo bispo Gentile da Urbino, posteriormente substituído pelos humanistas Giovanni Argiropulo e Cristoforo Landino.

Lorenzo o Magnífico – Giorgio Vasari – Galleria degli Uffizi

Lorenzo de ‘Medici é um dos personagens mais representativos da história italiana. Nenhum intelectual tinha em suas próprias mãos tanto poder e nenhum homem de Estado era tão ciente da sua cultura. Bom político, banqueiro medíocre, excelente poeta.

Se do ramo paterno o jovem herdou riqueza, poder e influência, do ramo materno recebeu uma formação esplêndida e uma grande paixão pelo humanismo e pelas artes. Sua mãe, Lucrezia Tornabuoni, era uma mulher muito culta e respeitada: escrevia poesia, patrocinava artistas e escritores e graças a ela Lorenzo cresceu junto com figuras como Botticelli, Poliziano e Pico della Mirandola. Ela também lidava com negócios bancários e foi uma grande aliada de Lorenzo até o fim de seus dias.

É importante lembrar também, que Lorenzo tinha um grande defeito: como administrador do banco Medici, foi um verdadeiro fiasco. Lorenzo assistiu o fechamento de diversas filiais do banco: Milão, Avinhão, Bruges, Londres, Veneza e Pisa. E assim começou o declínio de um dos bancos mais importantes do mundo.

Lorenzo era ciente da sua beleza física e da voz desagradável, mas ele conquistava as pessoas com a extraordinária inteligência e energia intelectual.

Lorenzo deu provas em várias ocasiões de coragem física e destreza, mas também tinha um gosto refinado pela arte, e foi o Senhor de Florença sem nunca mostrar abertamente. Rico, elegante, culto, galante, capaz de explosões generosas e, se necessário, uma boa dose de crueldade. Lorenzo personifica os pontos fortes e fracos de uma época irrepetível.

Lorenzo fez história no animado cenário do Século XV italiano. Todos o admiravam, alguns o odiavam, alguém tentou assassiná-lo. Na catedral de Florença, em abril 1478, as adagas dos conspiradores massacram seu irmão Giuliano. Lorenzo escapou da morte por um fio e imediatamente iniciou uma vingança implacável. Lorenzo saiu desta tempestade mais forte, mais Magnífico do que nunca.

O Batistmo de Lorenzo

O pequeno Lorenzo di Piero di Cosimo de’Medici veio ao mundo no primeiro dia do ano de 1449. Nesta época, o nome longo era muito comum na Toscana e a criança recebia o nome de batismo, o do pai e do avô – ás vezes até do bisavô. Após o nascimento de três irmãs, Lorenzo era o herdeiro tanto esperado pelos Medici. Papai Piero e o “nonno” Cosimo eram felizes, pois a fortuna da família dependia principalmente dos homens. Depois de Cosimo e seus dois filhos, Piero e Giovanni, era a vez de Lorenzo proteger e fazer crescer o poder da família e, depois dele, seus filhos,

Era costume em Florença levar os pequenos à fonte batismal dentro de alguns dias após o nascimento. Para Lorenzo, no entanto, abriu uma exceção: o seu batismo seria realizado no dia 06 de janeiro, dia da festa dos Reis Magos, tema muito caro aos Medici. Valia a pena esperar os Reis Magos, era uma ótima oportunidade para apresentar ao povo o pequeno Medici, que um dia seria chamado de Magnífico.

O desco da parto: Triunfo da Fama

Desco da Parto – Triunfo da Fama – Lo Scheggia – frente

Além do batismo no dia da Epifania, há outro sinal tangível deixado do orgulho de Piero e Lucrezia pelo nascimento do herdeiro. Trata-se de um “Desco da Parto”, uma espécie de bandeja pintada, que era presenteado em ocasião do nascimento das crianças, de modo a homenagear a mãe e comemorar o evento. O “Desco da Parto” de Lucrezia, conservado agora no Metropolitan Museu em Nova York, ostenta um Triunfo da Fama, coisa que não faltará ao pequeno Lorenzo.

Desco da Parte – Triunfo da Fama – Verso com o diamante, símbolo de Piero o Gotoso

Quando o futuro Magnífico veio ao mundo, no final do anos quarenta do século XV, a direção da família estava ainda firmemente nas mãos de Cosimo. Piero e Lucrezia tiveram tempo para acompanhar o crescimento e a educação de seus filhos, e dividir seu tempo entre Florença e as vilas da família, espalhadas nos arredores da cidade.

Lorenzo recebeu uma excelente formação em ciências humanas e na juventude começou a compor poemas e contos. A paixão pela escrita o acompanhará ao longo de sua vida. Ele também escreveu textos sobre filosofia e teologia.

Lucrezia Donati

É Lorenzo que nos conta que quando havia cerca de 15 anos, participou, por insistência dos amigos, de uma festa na cidade. Nesta festa repleta de mulheres bonitas, tinha uma que lhe chamou atenção por causa do seu doce semblante. Ele não diz o nome da nobre dama, mas a crítica e os românticos acreditam que ele se referia a Lucrezia Donati.

A bela e elegante Lucrezia Donati, provavelmente ficou muito feliz por ter sido cortejada pelo jovem mais cobiçado da cidade. Lucrezia era um pouco mais velha de Lorenzo (nasceu em 1447) e era prometida a Niccoló Ardinghelli.

Apenas alguns dias antes do casamento de Lucrezia, Lorenzo deixou Florença e partiu em missão para Milão, a primeira da sua vida. Quem sabe o que passava na cabeça de Lorenzo no momento da partida… Seria o belo semblante de Lucrezia Donati?

A vida do Magnífico foi tecida firmemente. Amor, política, dinheiro – os fios são próximos uns dos outros, tanto que é quase impossível desembaraçá-los. Enquanto muitos jovens da sua idade teriam uma vida feita de estudos e flertes, Lorenzo já tinha as primeiras responsabilidades políticas sobre os ombros.

Alguns historiadores acreditam que a relação de Lorenzo e Lucrezia foi somente platônica, outros porém acreditam que eles foram amantes. O fato é que existem diversas poesias escritas por Lorenzo dedicadas a Lucrezia. Sabemos também que no período que Lorenzo estava em Roma, seus amigos escreveram diversas cartas com notícias de Lucrezia Donati, dizendo que ela estava deprimida com a ausência do seu amado.

Dama com flores – Andrea del Verrocchio – Museu do Bargello

Alguns críticos reconhecem na obra de Andrea del Verrocchio conservada no Museu do Bargello o rosto de Lucrezia Donatti, outros porém identificam a dama como Ginevra de’Benci. A obra evoca o ideal de beleza feminina na época de Lorenzo, que une a graça aristocrática e valor moral. A presença das mãos na obra é algo inovador. Inserir os braços em um busto foi uma escolha inédita de Verrocchio.

As viagens da juventude de Lorenzo

Antes de deixá-lo entrar na vida política da cidade, seu pai Piero pensou em confiar a Lorenzo algumas missões diplomáticas em Milão, como já vimos e Veneza, onde existiam agências do Banco dei Medici. Nas duas cidades, o herdeiro da família Medici teve a oportunidade de conhecer duas personalidades de destaque: o doge da cidade lagunar Cristoforo Moro e em Milão Francesco Sforza, amigo e aliado de seu avô Cosimo.

Depois de regressar a Florença, o jovem partiu imediatamente para Roma, onde existia uma importante sucursal do Banco dei Medici gerida por Giovanni Tornabuoni, irmão de sua mãe Lucrezia. Piero o Gotoso deu ao filho instruções precisas para verificar o desempenho do banco e, nessa ocasião, o próprio Lorenzo assinou o contrato que garantia aos Medici uma participação nas minas de alume descobertas em Tolfa, perto de Civitavecchia; tudo isso de acordo com o Papa Paulo II.

Entrada na política e casamento com Clarice Orsini

Em 1466, Piero de ‘Medici apresentou Lorenzo como seu sucessor legítimo no comando da família, fazendo-o sentar-se com a idade de dezessete anos em seu lugar na Balìa e no Conselho dos Cem. Com o objetivo de fortalecer ainda mais a posição da família Médici, Piero e sua esposa Lucrezia Tornabuoni tomaram medidas para combinar o casamento de seu filho com a nobre romana Clarice Orsini.

Presunto retrato de Clarice Orsini

A moça foi examinada diretamente por Lucrezia durante sua estada em Roma em 1468, durante a qual ela enviou um relato positivo e muito detalhado do encontro a Piero. O projeto do casamento foi, então, endossado por ambas as famílias e se concretizou com o rito religioso celebrado em Florença em 4 de junho de 1468, seguido de festas suntuosas patrocinadas pelo próprio Piero.

Os dois cônjuges eram muito diferentes: Lorenzo é um jovem caçador de prazer, imerso na cultura neoplatônica e amante da vida, além disso, devemos acrescentar o fato de que ele manteve uma relação clandestina com Lucrezia Donati, esposa do comerciante Niccolò Ardinghelli; Clarice, por outro lado, teve uma educação rígida e austera, profundamente religiosa e pouco educada em literatura e cultura humanística. Apesar das várias diferenças, ambos cumpriram seus deveres conjugais; na verdade, dez filhos nascerão desta união.

Com o matrimônio de Lorenzo os Medici passaram a fazer parte da aristocracia romana. Depois de alguns meses, Piero o Gotoso morreu: Lorenzo e seu irmão mais novo, Giuliano, o sucederam no comando da família e da cidade. Lorenzo assumiu o governo e se concentrou no equilíbrio interno de Florença. Por meio de uma hábil rede de relações políticas, ele garantiu o apoio das famílias florentinas mais influentes. Também redimensionou o poder das instituições e consolidando assim, o seu controle sobre a cidade.

Lorenzo de ‘Medici no poder

Com a morte de Piero, ocorrida em 2 de dezembro de 1469, Lorenzo, de 20 anos, assumiu o governo da cidade e a direção do Banco, ladeado por seu irmão Giuliano. Antes mesmo da morte de seu pai Piero, o jovem pareceu estar ciente e determinado sobre as tarefas a realizar e sobre as decisões a serem tomadas para o bem da comunidade.

Antes de sua morte, Piero pôde dar aos dois filhos uma lição fundamental de política interna, ou seja, que em Florença não se pode governar sem conviver bem com as outras grandes famílias sem antagonizá-las. Portanto, é necessário mediar constantemente entre a vontade absolutista dos Médici e a realidade oligárquica da cidade; Além disso, para um Medici, o controle do governo, a prosperidade das operações bancárias e a fortuna da família estão todos interligados.

Assim que assumiu o poder, Lorenzo fortaleceu a posição da família, continuando tanto na ação de esvaziar as funções de alguns órgãos tradicionais do governo florentino, quanto na criação de outros magistrados de apoio ao poder dos Medici; ele também promoveu reformas constitucionais participando pessoalmente de discussões e votações.

Relações entre Lorenzo e o Papa Sisto IV

Papa Sisto IV

As relações entre Lorenzo de ‘Medici e o Papa Sisto IV permaneceram boas até 1472, ano em que Lorenzo, movido por razões econômicas e políticas, decidiu declarar guerra à cidade de Volterra. O objetivo dos Medici, na verdade, era adquirir os ricos recursos do recém-descoberto alume e fortalecer o prestígio interno e externo do Estado subjugando uma importante cidade toscana. A guerra foi repentina e terminou no mesmo ano com o saque de Volterra.

A ruptura definitiva entre o senhor de Florença e o pontífice ocorreu algum tempo depois devido ao ambicioso plano do papa de ocupar Imola, Faenza e Città di Castello, todos centros muito próximos às fronteiras da República Florentina. Lorenzo, que com seu Banco representava o principal financiador do Vaticano, se recusou a pagar ao papa a quantia necessária para comprar Imola da família Sforza de Milão.

A Conspiração dos Pazzi

Conspiração dos Pazzi, Stefano Ussi
Conspiração dos Pazzi, Stefano Ussi, Coleção Privativa

A situação permaneceu estável até a chamada Conspiração dos Pazzi. A família Pazzi era rival comercial dos Médici e organizou o assassinato de Lorenzo e Giuliano com o apoio do Estado Pontifício que estava preocupado com a crescente força de Florença. A emboscada aconteceu durante uma missa em Santa Maria del Fiore: Lorenzo conseguiu se salvar, mas Giuliano foi morto. Lorenzo reagiu duramente: os conspiradores foram presos e executados. Entre eles estava também o arcebispo de Pisa.

O Papa Sisto IV reagiu drasticamente excomungando Lorenzo e declarando guerra a Florença, apoiado pelo rei de Nápoles Ferdinando I. Lorenzo resolveu a crise com sua obra-prima política: ele convenceu Ferdinando a dissolver a aliança com o Papa e a se aliar à Florença. O Papa ficou isolado e teve que se retirar. Nos anos seguintes, Lorenzo teceu numerosas alianças com outras cidades italianas e se tornou a verdadeira “agulha do equilíbrio da política na Itália”.

O patrocínio de Lorenzo, o Magnífico

Lorenzo o Magnífico entre artistas

A corte de Lorenzo é um centro cultural muito ativo: acolheu os maiores artistas, escritores e filósofos da época, incluindo Michelangelo e Pico della Mirandola. Florença é agora o coração do Renascimento.

Formou-se em torno de Lorenzo um círculo de poetas, artistas e filósofos, a quem financiava e dos quais era amigo: os três irmãos Pulci, Poliziano, Verrocchio, Pollaiolo, Giuliano da Sangallo, Filippo e Filippino Lippi, Sandro Botticelli, Ficino, Landino, Pico della Mirandola, Benozzo Gozzoli, Benedetto da Maiano, Mino da Fiesole, para citar apenas alguns.

Certamente, o patrocínio também era uma arte de governo para Lorenzo, assim como uma necessidade sincera de sua alma. Sua biblioteca e coleção de joias, camafeus, bronzes e estátuas eram ricas. Para ele, Giuliano da Sangallo construiu a villa de Poggio a Caiano.

Lorenzo era consciente que o seu poder era baseado no consentimento e benefício trazido à população. O Magnifico também se destacou na construção de inúmeras obras civis para aumentar o apoio à família Medici.

Como um político habilidoso, Lorenzo usou a arte para fins “políticos”, sugerindo alguns de seus melhores artistas a outros príncipes italianos para trazer à tona a imagem de Florença como um centro cultural por excelência. Ele recomendou os arquitetos Giuliano da Sangallo e Andrea Verrocchio ao rei de Portugal; nada fez para impedir que Verrocchio fosse a Veneza para realizar o monumento equestre de Colleoni.

Para fazer as pazes com o Papa Sisto IV, enviou um time de pintores toscanos, entre eles Botticelli e Domenico Ghirlandaio para afrescar as paredes da capela Sistina em Roma. Recomendou também os serviços de Leonardo da Vinci a Ludovico o Moro, em Milão.

Giovanni Cardeal

Em 1489 Lorenzo conseguiu realizar o grande sonho da sua vida. Apesar dele ter somente 40 anos de idade, a sua saúde já começava a dar sinais de fragilidade por causa da gota herdada do seu pai e do seu avô. O seu filho Pietro, já começava a dar sinais de não possuir as mesmas habilidades políticas do pai. Dessa forma, Lorenzo desejou criar um novo apoio para a fortuna da família, caso o governo de Pietro falisse. Assim, ele conseguiu, graças as suas influências com o Papa Inocêncio VIII, que seu filho Giovanni de apenas 13 anos, fosse nomeado cardeal. Lorenzo não viveu o suficiente para ver Giovanni subir ao trono de São Pedro como Papa Leão X.

A morte de Lorenzo

Mascara fúnebre Lorenzo o Magnífico – Palazzo Pitti

Os últimos anos de Lorenzo foram caracterizados não só pelos sucessos políticos, mas também pela severa censura moral que, em Florença, se alastrou por causa do frade dominicano Girolamo Savonarola. O Frade Savonarola chamado em 1482 pelo Magnifico por sua reputação de orador habilidoso. Mais tarde, Savonarola começou a acusar Lorenzo de corromper os costumes e de ter suprimido a liberdade dos florentinos de perseguir seus próprios interesses.

Há mais de dois meses Lorenzo não está bem. Há vinte dias ele não toca na sua correspondência. Imaginem a quantidade de cartas que ele recebe todos os dias. No dai 30 de março, ele recupera: «estava muito bem e
cavalga e caminha».

Em 5 de abril ele está à beira da morte, em na Villa Careggi. Com passos leves o fim está a chegar. Dois médicos partem de Milão e Nápoles, para tentar salvá-lo. O primeiro, Lázaro, um judeu, não pode fazer nada, o segundo não consegue nem mesmo sair do porto por causa da tempestade.

Em 8 de abril de 1492, Lorenzo de ‘Medici morreu aos 43 anos em sua villa de Careggi nos arredores de Florença. Os seus dois amigos mais íntimos, Poliziano e Pico della Miranda, permaneceram com ele até o momento da sua partida.

Nos seus momentos finais, Lorenzo pediu para chamar um sacerdote que lhe ministrou os sacramentos. Mandou chamar também Savonarola. O fato de desejar conversar com o inflexível frade nos revela uma outra face do seu caráter.

O último olhar e o último beijo de Lorenzo é para um crucifixo de prata, pedras preciosas e pérolas. Às 4 da manhã de 8 de abril de 1492, Lorenzo deu o último respiro. Agora seu mito pode começar.

Sobre o que aconteceu na conversa com Savonarola temos duas versões, que por sinal são muito diferentes. A primeira foi escrita na época por Poliziano, que estava presente e nos conta que Savonarola incentivou Lorenzo a manter a fé viva, a reparar seus pecados e a enfrentar a morte com coragem; depois orou com Lorenzo e o abençoou.

A outra versão diz que Lorenzo confessou a Savonarola três pecados: o saque de Volterra, o derramamento de sangue após a conspiração dos Pazzi e a apropriação per uso pessoal de uma parte dos fundos do estado. Assim Savonarola lhe pediu a restituição dos valores, coisa que Lorenzo aceitou. Savonarola então pediu a liberdade de Florença, Lorenzo não respondeu e assim o frade saiu sem absolver os seus pecados. Essa segunda versão apareceu 50 anos depois da morte de Lorenzo, e Savonarola também já tinha morrido. Provavelmente é uma das lendas urbanas dos Medici.

Por sua capacidade de governar e apoiar a arte e a cultura, ele encarnou o ideal de um príncipe renascentista iluminado mais do que qualquer outra pessoa.

Tumulo Lorenzo o Magnifico – Sacristia Nova – Capela dos Medici

O funeral de Lorenzo foi feito sem nenhuma ostentação, segundo o seu desejo. Foi sepultado como o pai e o avô Cosimo na Sacristia Velha de San Lorenzo, na tumba onde repousava o irmão Giuliano. Os restos mortais de Lorenzo e Giuliano foram transferidos 69 anos depois para a Sacristina Nova, onde repousam até os dias de hoje.

Michelangelo deveria ter feito um monumento fúnebre para os irmãos Medici, mas ele deixou Florença e realizou somente uma escultura que não foi finalizada: a Madonna Medici.


Cristiane de Oliveira

Brasileira do Rio de Janeiro, vive em Florença ha 12 anos. Apaixonada por arte, historia e bons vinhos. Guia de turismo e sommelier na Toscana.

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